CARREGANDO

Todos os momentos precisam ser registrados. Há beleza, indiferença, há esperança, dor, alegria. Há desigualdade, amor, vida. Há o tudo. E tudo precisa ser registrado, pois somos feitos desses momentos. Guardá-los passou com o tempo a ser uma necessidade. E, vendo fotografia em tudo, o desejo de possuir minha primeira câmera e a ânsia de respirar através dessa arte era urgente.

Fotografar tornou-se muito mais do que um ato à profissão, mas uma necessidade, um querer grande, uma vontade que não passa. Meu dedo não cansa; meu olho não capitula; meu cérebro não para. Faço com amor, com determinação, com zelo. Cada foto que faço é um quadro que pinto com minhas lentes, uma poesia que escrevo com minha percepção, uma música que componho. A cena solta do cotidiano que se desmontaria num átimo, ganha vida eterna. Dali por diante, ela é minha e pode se tornar nossa, se passar pelas minhas portas e ganhar o mundo. Fotografia não é hobby, não é profissão, não é passa tempo. É um sacerdócio que exerço todos os dias e que agrega cor às coisas que dão sentido à minha vida. E sigo fotografando por ai, sempre.